Entry: O Livro dos Mortos Tuesday, September 16, 2003



Para os antigos egípcios, a ligação entre a vida e a vida após a morte era muito importante. Eles acreditavam que, após a morte, a alma das pessoas viajava para longe do corpo mumificado, para um vasto mundo do além, cheio de desafios e perigos.  

O supremo desafio aguardava-a no Salão das Duas Verdades. Ali, seu coração era testado e pesado por Osíris, deus do mundo dos mortos, na presença de quarenta e dois "deuses assessores". Para passar no teste, a pessoa morta precisava recitar uma lista de confissões. 
   
O coração da pessoa morta, ao ser pesado, tinha que ser mais leve que a Pena da Verdade. Se o morto vencesse o teste, tinha permissão de passar a eternidade em terras à margem de um rio, pescando e caçando num mundo bastante semelhante ao Egito.  

Se falhasse, seu coração era comido por um crocodilo-monstro, o "devorador dos mortos". Grande parte do que era registrado no Livro dos Mortos refletia as crenças morais comuns da época. 
   
Para guiar a alma quando estava longe do corpo, os egípcios reuniam orações, desenhos e encantos mágicos num Livro dos Mortos. Esses livros eram escritos em papiro ou em couro, encerrados numa caixa decorada com uma imagem de Osíris e enterrados no sarcófago ou colocados entre os panos que envolviam as múmias antes do enterro. Os arqueólogos encontraram centenas desses manuscritos, cada um ligeiramente diferente do outro. 

Cada Livro dos Mortos apresentava uma variedade de conselhos úteis, necessários ao bem-estar no além. Estes incluíam como escapar das redes de pesca, como matar crocodilos, como espantar gafanhotos e como ter uma consciência limpa. 

Fonte: Egito.net

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